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Manifesto de ex-ministros do STF deixou Lewandowski de fora — e ele diz que não assinaria mesmo

Ex-presidente da Corte soube do documento pela imprensa; carta foi articulada ao longo do fim de semana com força-tarefa para localizar signatários

08/09/2026 11:43 · leitura de 4 min

Ricardo Lewandowski não foi convidado a assinar a carta aberta que ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram ao presidente da Corte, Edson Fachin, sobre a crise institucional em curso. O ex-presidente do STF e ex-ministro da Justiça ficou sabendo da existência do documento pela imprensa — não por qualquer contato direto dos organizadores.

A explicação levantada pelo próprio Lewandowski é logística: ele viajou para uma área remota no feriado de 7 de Setembro e acredita que o celular dificultou o contato. Ainda assim, afirmou que, mesmo localizado, não teria assinado — pelos mesmos motivos invocados por Alexandre de Moraes, que foi colega de turma dos envolvidos na articulação.

A carta foi costurada entre quinta e sábado. A partir da metade da semana passada, aposentados da Corte começaram a trocar mensagens sobre o conteúdo; entre sexta e sábado, uma força-tarefa se organizou para rastrear ex-colegas, alguns fora do Brasil, e fechar um texto ao mesmo tempo enxuto e suficientemente contundente.

Três signatários ouvidos disseram estar extremamente preocupados com o duplo impacto das revelações recentes e dos embates internos — na prática, com o que chamaram de erosão da confiança institucional no STF.

O episódio expõe uma divisão que vai além do mérito do manifesto: quem foi chamado, quem ficou de fora e quem recusou o convite compõem um mapa de alinhamentos dentro do mundo dos ex-ministros que tende a pesar nas leituras políticas da crise. A carta já chegou a Fachin; o que ele faz com ela é o próximo movimento a observar.